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Segunda-feira, 20 de Abril 2026
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A história de Elenice, Seu Chico e a Fênix Padaria e Confeitaria

De uma padaria à beira da falência a um polo gastronômico que movimenta Viamão

A história de Elenice, Seu Chico e a Fênix Padaria e Confeitaria
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Elenice Duarte nasceu em Porto Alegre e se mudou ainda jovem para Viamão, na Região
Metropolitana. Começou sua trajetória profissional cedo, como operadora de caixa. Aos 18 anos,
descobriu que seria mãe. Foi um momento de incertezas e medo, mas ela não recuou. Teve em sua
mãe uma rede de apoio essencial, que cuidava da neta enquanto ela trabalhava e estudava.
Determinada, Elenice se formou, especializou-se em Recursos Humanos e concluiu uma pós-
graduação Gestão de Pessoas com ênfase em Coaching, superando desafios que, para muitos,
seriam obstáculos intransponíveis.
Sua carreira foi marcada por muito esforço e competência. Começou no atendimento, passou para o
setor de RH e, com o tempo, se destacou na área contábil. Tornou-se sócia de vários escritórios.
Mas mesmo com tanto preparo e entrega, o preconceito nunca esteve distante. Como mulher negra,
enfrentou olhares de desconfiança, portas fechadas e comentários velados. Ainda assim, nunca
permitiu que isso apagasse sua luz — e seguiu abrindo caminhos.
Durante a pandemia, surgiu uma oportunidade inesperada: adquirir uma padaria em Viamão. Foi
uma decisão ousada, especialmente por ela não ter vindo do ramo alimentício. Mas havia um fator
determinante: seu marido, Claudeir Leite — o Seu Chico — tinha uma longa história com a
panificação. Natural da fronteira gaúcha, viveu uma infância marcada por dificuldades. Seu pai
abandonou a família, e sua mãe criou os filhos sozinha. A fome era constante, e Seu Chico, ainda
menino, pedia pães em uma padaria do bairro para ajudar em casa. Foi ali que ele começou a
trabalhar, ainda muito jovem, e descobriu sua vocação. Com mais de duas décadas de experiência
em padarias, confeitarias e fábricas de salgados, ele se tornou um verdadeiro especialista na área.
A combinação parecia promissora: Elenice trazia a experiência em gestão, planejamento e finanças;
Seu Chico dominava a produção e o operacional. Mas quando compraram o ponto da antiga Ki Pão,
além do espaço e alguns equipamentos, também herdaram um passivo preocupante: dívidas,
produtos de baixa qualidade, má reputação e um público extremamente desconfiado devido às
gestões anteriores.
Nos primeiros meses, a realidade bateu forte. Eram quatro sócios no início, mas o casal parceiro
desistiu diante das dificuldades. Elenice e Seu Chico seguiram sozinhos. Venderam o carro para
pagar contas, cortaram despesas em casa — e até a comida passou a faltar. Mas nunca atrasaram o
salário de um funcionário sequer. Seguiram com resiliência e fé. Melhoraram receitas, ajustaram
processos e buscaram reconquistar a confiança da comunidade. Aos poucos, os elogios começaram
a aparecer. Mas os finais de semana ainda eram tristes: a padaria ficava praticamente vazia, e duas
atendentes davam conta de fritar os pedidos e atender no balcão sem esforço.
Foi nesse cenário que Elenice, sempre inquieta e criativa, idealizou o Buffet de Café. A proposta era
simples, mas cheia de afeto: uma mesa com variedades doces e salgadas da própria padaria, para
que as pessoas se sentissem acolhidas como num café de casa de vó. A ideia era boa — mas a
adesão ainda era tímida. E além da luta para manter o negócio vivo, Elenice ainda enfrentava o
preconceito disfarçado: muitas pessoas perguntavam se ela trabalhava no caixa, e se surpreendiam
(ou se incomodavam) ao descobrir que ela era a proprietária.
O pior momento viria no Natal de 2023. O forno da padaria quebrou, e os salgados — ainda todos
feitos manualmente — não deram conta da demanda. Muitas encomendas ficaram incompletas.
Clientes chegaram e não encontraram seus pedidos prontos. Foi um dia de tensão, frustração e
lágrimas. Mas também foi um chamado à ação. Elenice entendeu que precisava estudar mais,
buscar conhecimento e se reinventar.
Apesar de já contar com uma empresa de marketing, os resultados não apareciam. As redes sociais
eram estáticas, e o público não se conectava com o que era postado. Foi então que ela encontrou
uma profissional que enxergou a padaria com outros olhos. Essa pessoa gravou um vídeo simples,
mostrando a mesa do Buffet, a simpatia das atendentes e a atmosfera acolhedora. Quando o vídeo
foi ao ar, algo aconteceu. Era como se uma chave tivesse virado.
No dia seguinte, o WhatsApp não parava de receber mensagens. As pessoas queriam saber mais,
queriam reservar. O Instagram começou a crescer. Viamão começou a ouvir falar novamente da Ki
Pão, mas agora com entusiasmo. A partir daquele momento, foi criada uma estrutura de atendimento
digital, novos anúncios foram produzidos, e os pedidos começaram a chegar de cidades vizinhas
como Canoas, Gravataí, Alvorada e Cachoeirinha. O boca a boca se somou às redes — e o
movimento aumentava a cada semana.
Essa virada levou Elenice a ser selecionada em um processo seletivo nacional, promovido pela
Aliança Empreendedora e a CUFA (Central Única das Favelas). Representando o
empreendedorismo gaúcho, ela participou da Expofavela em São Paulo, um dos maiores eventos de
negócios do Brasil. Conheceu Celso Athayde, fundador da CUFA, e voltou para Viamão ainda mais
inspirada.
Mas Elenice sabia que ainda podia ir além. Chamou então o influenciador Beliscador, que deu
visibilidade à padaria. O Instagram, antes modesto, explodiu e chegou a 10 mil seguidores. Os
sábados e domingos passaram a ser movimentadíssimos. Investiram em uma máquina de salgados
para escalar a produção e consolidar os dois carros-chefes da casa: os salgadinhos de festa e o
Buffet de Café.
Com esse sucesso, também vieram as críticas e até ataques nas redes sociais. Mas, como uma
verdadeira Fênix, Elenice e Seu Chico responderam com trabalho, melhorias e inovação. O Buffet de
Café evoluiu e se transformou no Buffet de Vó — uma experiência nostálgica, afetiva, que remete às
lembranças da infância e ao carinho das avós. Hoje, o buffet atrai pessoas de toda a Região
Metropolitana e já é considerado um dos pontos gastronômicos mais acolhedores de Viamão.
Em 2025, Elenice foi eleita Mulher Empreendedora da CDL Viamão, em uma votação pública
marcada pelo apoio massivo de seus clientes e seguidores. E agora, em julho, ela será empossada
como Diretora de Recursos Humanos da nova diretoria da CDL, coroando sua jornada de superação
com reconhecimento e respeito.

Essa história é sobre muito mais do que pão.
É sobre recomeçar quando tudo parece perdido.
Sobre ousar em meio ao caos, inovar com coragem, persistir mesmo com medo.
Assim como a Fênix que renasce das cinzas, Elenice e Seu Chico transformaram uma padaria
desacreditada, à beira da falência, em um polo gastronômico que atrai pessoas de várias cidades
para Viamão.
Por isso, o nome Ki Pão já não representa mais essa história. Ela se reinventou, se fortaleceu, e hoje
renasce com um novo nome — um nome que carrega tudo o que viveram e tudo que ainda está por
vir:
✨ FÊNIX PADARIA E CONFEITARIA ✨

Renascer é só o começo

 

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