O objetivo foi esclarecer à população as ações tomadas diante da crise hídrica que atingiu toda a cidade, após o rompimento de uma adutora da SABESP, em área isolada de Embu das Artes.
Resposta imediata e comitê de crise
Segundo o prefeito, a administração foi informada de forma informal sobre um possível vazamento na quarta-feira, 23. Já na quinta, diante da confirmação do problema, a Prefeitura notificou a SABESP por meio do Procon e iniciou ações emergenciais, como a contratação de caminhões-pipa e a articulação com cidades vizinhas.
“Chegamos a ter cerca de 30 caminhões de água potável circulando na cidade, além de três carretas com pontos fixos de abastecimento no Parque Paraíso, Jardim Jacira e Jardim das Oliveiras. Nossa prioridade foi garantir água para as famílias, especialmente nas regiões mais altas, onde o abastecimento é mais difícil”, explicou Corsini.
Reparos e novos vazamentos
Apesar das previsões iniciais da SABESP de que o fornecimento seria normalizado na sexta-feira (25), um novo vazamento próximo ao primeiro local agravou a situação. O reparo só foi concluído na madrugada de domingo, iniciando-se então a limpeza da rede e a retomada gradual do abastecimento. Mesmo assim, áreas altas do município ainda enfrentam desabastecimento.
Ações judiciais e cobrança à SABESP
Diante da demora e das falhas na comunicação da SABESP, a Prefeitura ingressou com duas ações judiciais, resultando em decisões que preveem multas diárias de R$ 150 mil e R$ 800 mil, em caso de descumprimento das medidas de restabelecimento do fornecimento.
“Sabemos que a responsabilidade é da SABESP, mas não podíamos esperar. Nossa gestão é voltada para as pessoas, e fizemos o possível para minimizar o impacto. O prejuízo financeiro com os caminhões ainda está sendo calculado, mas já buscamos diálogo com a empresa para o ressarcimento”, destacou o vice-prefeito Allan Dias.
Nova adutora em andamento
Durante a coletiva, foi confirmado que a SABESP já iniciou a obra de uma nova adutora para garantir uma segunda via de abastecimento em Itapecerica. A previsão é de que ela fique pronta até o início de 2026, podendo ser antecipada com o apoio do Governo do Estado.
Impactos e união de forças
O prefeito destacou que, além das residências, serviços públicos como escolas e unidades de saúde foram diretamente afetados. As aulas foram suspensas em cerca de 70 escolas, priorizando o fornecimento de água às famílias.
A administração agradeceu ainda o apoio das cidades vizinhas, como/ Taboão da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba e Vargem Grande Paulista, e ressaltou o trabalho da Câmara Municipal, cuja atuação em campo foi essencial para o atendimento da população.
“Se não tivéssemos assumido a responsabilidade de fato, o estrago seria muito maior. Nos desdobramos fisicamente, emocionalmente, viramos noites, mas mantivemos nossa missão de garantir dignidade ao povo. Um balde de água para uma família sem recursos vale muito”, concluiu Ramon.
A expectativa é de que o abastecimento esteja completamente normalizado nas próximas horas. Até lá, a Prefeitura mantém os caminhões-pipa em operação.
