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Quinta-feira, 25 de Junho 2026
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Masp terá três novas exposições como parte do ano dedicado às histórias indígenas

Museu de Arte de São Paulo receberá mostras a partir de 30 de junho que exploram objetos produzidos por povos ameríndios a.C. até obras de artistas da atualidade

Masp terá três novas exposições como parte do ano dedicado às histórias indígenas
Programação anual do MASP de 2023 é dedicada às Histórias indígenas Divulgação
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Dedicando o ano às Histórias Índigenas, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) terá três novas exposições envolvendo o tema a partir da próxima sexta-feira (30).

A primeira delas é a do Comodato Masp Landmann: Cerâmicas e metais pré-colombianos, que ficará em cartaz até 3 de setembro. Com curadoria de Marcia Arcuri e assistência de Leandro Muniz, a mostra traz 721 artefatos pré-colombianos produzidos por povos ameríndios entre os séculos 2 a.C. e 16.

São objetos atribuídos a 35 culturas arqueológicas do continente americano de países como Equador, Peru, Colômbia, Venezuela, Panamá, México, Brasil, além dos caribenhos. Eles espelham o diversificado repertório de ideias, gestos, técnicas e práticas materializadas em cerâmica, metal, madeira, pedra e osso, com composições que integram plumas, fibras, pigmentos vegetais ou minerais.

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Esta é a segunda exposição dedicada ao comodato da coleção de arte pré-colombiana de Edith e Oscar Landmann, emprestada em 2016 para permanecer por um período de dez anos no museu. Ela ficará no 2o subsolo do museu.

Vaso de alça estribo de cerâmica é um dos mais de 700 objetos pré-colombianos produzidos por povos ameríndios de nova exposição do MASP / Jorge Bastos

A segunda delas é a do artista Yanomami venezuelano Sheroanawe Hakihiiwe. Levando o subtítulo “Tudo isso Somos Nós”, a exposição reúne 109 desenhos, monotipos e pinturas que resgatam tradições ancestrais, a memória oral e os saberes cosmológicos de sua comunidade, localizada no município de Alto Orinoco, na Amazônia venezuelana.

Ele usa tintas vegetais fabricadas artesanalmente e extraídas de folhas, frutas, animais e madeiras.

Junto com a artista mexicana Laura Anderson, Hakihiiwe desenvolveu uma técnica de produção de papel com fibras vegetais nativas, e usa tintas fabricadas artesanalmente extraídas de folhas, frutas, animais e madeiras em seus desenhos.

Mínimos e delicados, eles têm símbolos coloridos e texturizados sobre a vasta e intensa relação que sua comunidade tem com a paisagem. Sua obra busca ser uma revisão contemporânea do imaginário Yanomami. A mostra tem curadoria de André Mesquita com assistência de David Ribeiro e estará até 24 de setembro.no 1o subsolo (galeria do museu).

A obra ‘Teia de aranha com orvalho pela manhã’, do artista venezuelano Yanomami Sheroanawe Hakihiiwe, faz parte de sua exposição /

 

Já a Sala de Vídeo do Masp será dedicada ao artista indígena norte-americano Sky Hopinka até 13 de agosto. Por meio de vídeos, fotos e textos, ele busca expressar sua opinião sobre a paisagem e terra indígena, usando meios de comunicação pessoais, documentais e não ficcionais.

Em suas produções, o cineasta conta histórias que remetem à sua identidade e aos modos de vida indígenas, mergulhando em questões de sua origem por meio de narrativas autobiográficas que se comunicam diretamente com o público nativo, sem a obrigatoriedade de explicar o significado aos espectadores não nativos.

A mostra, com curadoria de María Inés Rodriguez, exibirá os vídeos Kicking the clouds e Mnemonics of Shape and Reason (ambos de 2021). Enquanto o primeiro reflete sobre seus descendentes e ancestrais, guiado por uma gravação de áudio de 50 anos atrás de sua avó aprendendo a língua pechanga com a sua mãe, o segundo percorre a memória de um lugar visitado pelo artista.

Ele sobrepõe e remonta paisagens rochosas do deserto com uma trilha composta por textos e músicas, criando um relato rítmico das implicações espirituais da colonização.

Os ingressos para o Masp podem ser comprados e agendados pelo site e custam de R$ 30 (meia-entrada) a R$ 60 (inteira). Às terças-feiras a entrada é gratuita, assim como em toda primeira quinta-feira do mês.

Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista/Telefone: (11) 3149-5959/Horário de funcionamento: terça, das 10h às 20h (entrada até 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h); fechado às segundas.

FONTE/CRÉDITOS: CNN
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