Reconhecido internacionalmente por suas impactantes imagens em preto e branco, Salgado documentou ao longo de cinco décadas a condição humana em contextos de guerra, migração, trabalho e degradação ambiental. Entre suas obras mais emblemáticas estão os projetos "Trabalhadores", "Êxodos" e "Gênesis", que o levaram a mais de 120 países.
Natural de Aimorés (MG), Salgado formou-se em Economia antes de se dedicar à fotografia a partir dos anos 1970. Seu olhar sensível e comprometido rendeu-lhe prêmios como o Príncipe de Astúrias das Artes e o título de Embaixador da Boa Vontade da UNICEF.
Nos últimos anos, enfrentava complicações de saúde decorrentes de uma malária contraída na Indonésia, que evoluiu para uma condição sanguínea crônica. Em 2024, anunciou sua aposentadoria do trabalho de campo, afirmando que seu corpo já não suportava as exigências das expedições fotográficas.
Além de sua carreira artística, Salgado deixou um legado ambiental por meio do Instituto Terra, que já reflorestou milhões de metros quadrados de áreas degradadas e recuperou centenas de nascentes na região do Rio Doce.
Sebastião Salgado será lembrado não apenas por suas imagens poderosas, mas por sua incansável defesa da dignidade humana e da natureza.
